Neuroma de Morton – a “pedra no sapato” dos corredores

Em junho de 2018, no primeiro ano em que comecei a participar de provas de corridas de rua, comecei a sentir uma dor estranha no pé esquerdo durante um treino de corrida de 15km, na primeira vez que eu tinha feito um treino com essa distânica em minha vida. A dor não passou ao longo da semna e tive que buscar um ortopedista para avaliar. Após análise clínica e uma ressonância, ele identificou três  cistos inflamados e  um Neuroma de Morton.

Após uma semana parada, os cistos regrediram e a dor melhorou mas o Neuroma não mudou.

O ortopedista me explicou que o Neuroma de Morton é um espessamento num nervo do pé, causado provavelmente pelo impacto constante da corrida, e que esse espessamento não regride. Não tem cura. E que eu deveria pensar em outro esporte, deixando a corrida de lado. Ou se continuasse correndo, teria que encarar uma cirurgia para remover esse nervo do pé para remover o neuroma. Com isso, eu perderia a sensibilidade nas pisadas.

Foi uma notícia muito triste porque foi  justo no ano em que eu descobri a corrida de rua, quando estava muito feliz com cada conquista pessoal ao longo dos treinos, adorando tudo o que a corrida me proporcionava… e eu só tinha participado de provas de 10Km, mas queria continuar treinando para um dia correr pelo menos uma maratona…

Procurei então uma clínica ortopédica esportiva, e me consultei com um ortopedista especializado em pé. E ele me animou. Disse que o neuroma era muito pequeno e que com uma mecânica de corrida melhorada (arrumando as passadas) e com o tênis adquado, eu poderia sim continuar treinando! Nossa, foi um dia de muita alegria!

E foi o que eu fiz. Me esforcei para melhorar o jeito com que eu pisava e comecei a testar vários tênis. Deu certo.

Hoje, continuo treinando. Já fiz várias meia maratonas, corri a minha primeira maratona em 2020 e pretendo continuar treinando para sempre.

O neuroma continua lá. Quase sempre que corro, sinto uma pedrinha no meio do antepé. Ele não chega a doer mas também não me deixa esquecer que ele existe. Quando ele doi, ando, tento mudar a pisada, a passada, normalmente aumento a cadência e vai melhorando. Dessa forma continuo correndo.

 

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